quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Orientação financeira: investir o 13° salário na previdência privada aumenta renda futura e pode ter benefício tributário na declaração do IR


Especialista dá dicas de como aproveitar a renda extra de fim de ano para ter uma reserva a mais

O fim do ano vai muito além das festas e do descanso. Com a chegada do 13° salário - que deve injetar mais de R$ 320 bilhões na economia em 2025, segundo o Dieese m- cresce também a chance de organizar as contas e dar um passo estratégico rumo ao futuro. Embora muitos brasileiros direcionem essa renda extra a compras ou dívidas, especialistas recomendam aplicar ao menos uma parte na previdência privada.
Esse investimento não apenas fortalece a segurança financeira no futuro: também traz vantagens tributárias imediatas. Antes de tomar qualquer decisão, porém, é importante entender como funciona a previdência privada e por que ela pode ser uma das aplicações mais vantajosas do ponto de vista tributário.
No Brasil, existem dois modelos principais:
•PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)
indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Permite deduzir até 12% da renda bruta tributavel, reduzindo a base de cálculo do IR e, consequentemente, aumentando a restituição ou diminuindo o imposto a pagar.
•VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) recomendado para quem declara no modelo simplificado ou já utilizou o limite de dedução do
PGBL. Nesse caso, o IR incide apenas sobre os rendimentos no resgate.
A previdência privada oferece outros diferenciais relevantes: possibilidade de tributação regressiva, com alíquota caindo de 35% para 10% após dez anos; isenção de come-cotas, permitindo que o dinheiro renda sem cobrança semestral de imposto; e flexibilidade para mudar o regime de tributação antes do resgate. Somados, esses fatores tornam a aplicação ainda mais vantajosa para quem utiliza o fim de ano como momento de planejamento financeiro.
Apesar das mudanças recentes no IOF, a tributação extra só se aplica aos aportes muito elevados em planos VGBL
— acima de R$ 300 mil por ano em 2025 e de R$ 600 mil
a partir de 2026. E não afeta em nada os planos PGBL, que seguem totalmente isentos da cobrança.

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